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Apresentação - Acervo de Jornais

acervo-jornais01Foto: Elizabeth M. Siqueira, 2012.O acervo de jornais da Casa Barão de Melgaço é um dos mais ricos do Estado de Mato Grosso, incluindo 138 títulos e infinitos números. Por ocasião do desenvolvimento do Plano Nacional de Microfilmagem de Periódicos Brasileiros, implementados pela Biblioteca Nacional (RJ) há cerca de 20 anos atrás, as coleções da Casa Barão foram fundamentais para que, hoje, pudessem os pesquisadores consultar os microfilmes. De lá para cá, o acervo cresceu muito, seja por doações espontâneas das famílias mato-grossenses, ou pela aquisição por compra.

As estantes, em aço pintado, foram mandadas confeccionar com tamanho e largura estabelecidos prévia e especialmente para o projeto.

O acervo inclui jornais editados em Cuiabá, Corumbá, Cáceres e outras localidades que datam do século XIX, é muito interessante, visto ser sua maioria editado por particulares. Em melhor estado encontram-se aqueles encadernados com capa dura. No entanto, o conjunto dos papéis se encontra bastante desidratado e quebradiço, necessitando, com urgência, de tratamento adequado.

Dos 138 títulos, a maioria é relativa à imprensa cuiabana, seguida da imprensa sul-matogrossense que, até 1977 pertencia a Mato Grosso, mas inclui também periódicos editados no Rio de Janeiro.

acervo-jornais02Caixas onde os jornais estão devidamente acondicionados. Cada caixa leva a identificação correspondente ao título do jornal e o ano respectivo. Todas as caixas estão ordenadas alfabeticamente nas estantes, facilitando sua localização.O tratamento preliminar deste acervo foi um dos mais trabalhosos, visto estar a coleção de jornais depositada num porão úmido nos fundos da Casa Barão. Retirados dali, as peças documentais, individualmente, passaram por um lento, porém profícuo processo de higienização e desinfecção. Esse trabalho demandou, por parte da equipe, uso de máscaras, luvas e jaleco comprido, a fim de se evitar qualquer contaminação. O material utilizado na higienização foi lisoforme, álcool e água, além do tratamento com cupinicida. Vejamos o processo de organização:

  1. Separação do acervo por título de periódico, o que demandou a desocupação do salão da biblioteca, que ficou interditado por 35 dias;
  2. Colocação das coleções tituladas em grandes caixas-arquivo, na posição horizontal;
  3. Início da catalogação dos periódicos: numeração no acervo, título, ano, nº, local e data;
  4. Colocação de cada exemplar de jornal em uma folha de cartolina referenciada manualmente com os dados catalogados;
  5. Colocação das folhas de cartolina, com cerca de 15 exemplares, no interior de um envelope manualmente confeccionado e em papel “Paraná”, apropriado para resguardar papéis e evitar seu envelhecimento;
  6. Depósito de cada envelope numa caixa-arquivo, posição horizontal;
  7. Digitação dos dados relativos a cada caixa-arquivo e sua colagem na parte fronteira de cada caixa;
  8. Conferência dos dados e digitação final do Catálogo.

 

acervo-jornais03Fases 1, capa de papel Paraná acervo-jornais04Fase 2 jornal cartolina

 Esse precioso acervo está no aguardo da sua digitalização e veiculação das imagens no site institucional.

acervo-jornais05Jornal O Pharol, impresso em Cuiabá, sob a direção de Antonio Pontes. Esse periódico que circulava semanalmente e tinha em seu corpo editorial algumas das mais expressivas figuras do cenário literário e científico de Mato Grosso, quase todos integrantes do Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso e/ou do Centro Mato-Grossense de Letras: Alberto da Gama, Firmo Rodrigues, Gardés Filho, João Cunha, Ovídio Corrêa, Philogônio de Paula Corrêa, dentre outros.

 

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Isác Póvoas

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Isác Póvoas

Nasceu em Cuiabá-MT, no dia 4 de janeiro de 1886, descendendo de Pedro Fernandes Póvoas e Galdina Virgínia Póvoas.

Seus primeiros estudos foram cursados em Cuiabá, bacharelando-se em Ciências e Letras pelo Liceu Salesiano São Gonçalo.

Na vida profissional, iniciou carreira como professor interino e depois catedrático de Literatura e Lógica do Liceu Cuiabano, estabelecimento que chegou a dirigir entre os anos de 1916 a 1920, exercendo o mesmo cargo no ano de 1925. Lecionou também na Escola Normal.

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