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Apresentação - Acervos Institucionais

O Arquivo da Casa Barão de Melgaço abriga um conjunto de papéis, fotografias, móveis e objetos que dão visibilidade aos acervos Institucionais, ou seja, aqueles gerados e produzidos pelos seus organismos constitutivos da Casa: o Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso, criado em 1919, e a Academia Mato-grossense de Letras, criada em 1921, com o nome de Centro Matogrossense de Letras. Ao longo de quase cem anos, as duas Instituições geraram uma série de documentos, hoje já catalogados e disponíveis a consulta, sob os formatos físico e virtual.

Foram também considerados acervos institucionais aqueles papéis gerados e produzidos por Instituições fenecidas, como é o caso da expressiva documentação do Instituto de Pesquisas D. Aquino Corrêa, desativado há cerca de 10 anos, e cujo acervo foi transladado, da Igreja Senhor dos Passos, em Cuiabá, para a Casa Barão de Melgaço. No ano de 2010 teve início sua catalogação e arranjo, sendo que em 2012 foi todo digitalizado e se encontra disponível aos pesquisadores. No ano de 2014, o acervo do Instituto de Pesquisas D. Aquino Corrêa foi devolvido para a Cúria Metropolitana de Cuiabá, acompanhado do acervo digitalizado e do catálogo em PDF. Além deste, outros papéis, em menor número passaram a integrar a coleção documental, porém foram agrupados sob o título de Instituições Diversas.

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Foto: Elizabeth Madureira Siqueira, 2013

 

1) INSTITUTO HISTÓRICO E GEOGRÁFICO DE MATO GROSSO

Criado em fevereiro e instalado a 8 de abril de 1919. A iniciativa de sua constituição esteve a cargo de um grupo de intelectuais, em número de 12, considerados Sócios Fundadores e os responsáveis pela elaboração

dos primeiros Estatutos da instituição e pelo tracejamento de seus rumos iniciais. O grande líder dessa movimentação foi o então Presidente do Estado, Arcebispo D. Francisco de Aquino Corrêa, conhecido como o Príncipe das Letras e o primeiro mato-grossense a integrar o quadro da Academia Brasileira de Letras. Sua verve poética, de um simbolismo impecável, galgou-lhe ser conhecido e lido nacionalmente, visto que considerado um dos maiores poetas sacros. A instalação do IHGMT ocorreu durante as comemorações do bicentenário de fundação de Cuiabá (1719-1919), ocasião em que, pela primeira vez, Cuiabá conheceu a luz elétrica. Essa instituição armazenou, ao longo de seus 85 anos de ininterrupta existência, um rico e precioso acervo documental composto de textos e até mesmo obras inéditas, originais e prova de obras publicadas pelos associados, farta correspondência (recebida e expedida), assim como uma belíssima e completa coleção de textos publicados em sua Revista anual. Metodologicamente, o extenso acervo mereceu:

a. Separação da massa documental por séries, ordenadas alfabeticamente e, em seu interior, uma ordenação cronológica;

b. Catalogação, série a série e peça a peça de toda a documentação;

c. Organização do catálogo;

d. Digitação dos dados.

Exemplo – correspondência recebida:

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Ao todo, o acervo documental do IHGMT perfaz cerca de, aproximadamente, 2.000 papéis, muitos deles encadernados por gestão, ou avulsa. Todos os papéis estão ordenados por séries, de forma que o pesquisador poderá solicitar os documentos pelos seus números de referência no interior do acervo, independentemente de sua ordenação original, quando todos os papéis de uma determinada gestão se encontravam encadernados sem qualquer ordenação que pudesse facilitar a pesquisa. Optamos pela organização em Séries documentais por entender que seria esse um dos elementos facilitadores da pesquisa. No ano de 2012, todo acervo do IHGMT foi digitalizado, podendo o pesquisador acessá-lo fisicamente, ou solicitar cópia digital.

apresentacao03Símbolo do Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso, criado no ano de 1919, por D. Francisco de Aquino Corrêa, seu primeiro Presidente e grande poeta sacro. O dístico insinua “Pela Pátria Conhecida e Imortal”, apontando para a função maior do IHGMT, a pesquisa histórica de Mato Grosso e a preservação de sua memória.

 

2) ACADEMIA MATO-GROSSENSE DE LETRAS

Criada no ano de 1921, sob a denominação de Centro Matogrossense de Letras, essa instituição, tal qual o IHGMT, nasceu de uma movimentação de literatos e intelectuais que almejavam instalar, em plena raia Oeste do território nacional, uma instituição que pudesse cultuar as letras regionais. Tornou-se Academia Mato-Grossense de Letras 11 anos depois, porém, em seus primórdios, mantinha apenas 24 cadeiras, ordenadas por Patronos e, hoje, incorpora 40 delas, com seus respectivos Patronos. O acervo gerado e produzido por essa Instituição é rico e muito farto. Para seu arranjo, adotou-se a mesma sistemática utilizada no acervo do IHGMT, ou seja, por Séries. Ao todo, o acervo acumulou 2.500 papéis ordenados por Séries documentais e, em seu interior, catalogados cronologicamente. No ano de 2012, todo o acervo foi digitalizado, podendo o pesquisador acessar fisicamente os papéis, ou solicitar cópia digitalizada dos documentos.

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3) INSTITUTO DE PESQUISAS D. AQUINO CORRÊA

Composto de documentos colecionados por um grupo de historiadores liderados, inicialmente, pelo Pe. Wanir Delfino César e, posteriormente, pelo Pe. Pedro Cometti, o conjunto documental diz respeito à atuação da Igreja Católica em Mato Grosso, desde o período colonial, imperial e primeira República. Durante muitos anos, o primeiro dos citados clérigos – historiador regional, membro do Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso e da Academia Mato-Grossense de Letras, instituição que chegou a dirigir – iniciou a organização de um arquivo eclesiástico, no qual estavam reunidos documentos relativos à trajetória histórica da Igreja Católica em Mato Grosso.

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Pelo volume dessa documentação e sua extensão cronológica, a documentação foi catalogada respeitando a clássica demarcação cronológica: Colônia, Império e República. Em seu interior podemos destacar: parte da correspondência dos capitães-generais; cartas de sesmarias; escritos do Pe. José Manuel de Siqueira, Professor régio de Filosofia e grande cientista, descobridor, no sertão oeste, da quina peruviana; notícias sobre os estabelecimentos que guarneciam a fronteira oeste, com especial destaque para os Fortes de Coimbra, Príncipe da Beira e Bragança; documentos pertinentes às capelas, igrejas, irmandades e confrarias e também aqueles referentes à fase em que Cuiabá se transformara em Prelazia e, posteriormente, em Diocese, com especial destaque para a documentação referente ao Seminário Episcopal da Conceição, dentre tantos. Por se tratar de uma documentação bastante heterogênea, tanto no que diz respeito a temáticas quanto à temporalidade, sua separação foi essencialmente cronológica, servindo o resumo do documento como parâmetro para a pesquisa. Pelo grande volume documental, esse acervo demorou cerca de dois anos dedicados à catalogação, visto que muitos documentos, especialmente do período colonial, estavam comprometidos no que diz respeito à leitura. No ano de 2012, todo acervo foi digitalizado, os verbetes novamente conferidos, sendo que em 2014 os papéis originais foram devolvidos para a Cúria Metropolitana de Cuiabá, acompanhado de catálogo e documentos digitalizados sob o formato PDF. Na Casa Barão, o pesquisador poderá ter acesso apenas aos catálogo e, posteriormente, aos documentos digitalizados na íntegra.

apresentacao06Caixa-arquivo contendo documentos do acervo do IPDAC, devidamente personalidade

apresentacao07Um dos dois armários onde está depositada a documentação do IPDAC

Exemplos:

Colônia

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Império

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República

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apresentacao11Bolsista AT – Fátima Maria Mello Barbosa

 

4) INSTITUIÇÕES DIVERSAS

Acervo documental constituído por alguns papéis produzidos por Instituições Culturais fenecidas, ou a papéis gerados e produzidos pela administração pública e que, foram incorporados ao acervo de documentos da Casa Barão de Melgaço. Destacamos, dentre as instituições culturais mais antigas, o Grêmio Literário Júlia Lopes, Grêmio Álvares de Azevedo, Academia de Mulheres do Brasil, Associação Literária Cuiabana, Centro Operário de Cuiabá, Clube Internacional, Comissão da Organização dos Festejos do Bicentenário de Cuiabá, Comissão Demarcadora da Fronteira Mato Grosso-Goiás, Comissão do Censo de 1940, Grêmio Geográfico de Cuiabá, Instituto Tereza Benguela, Liceu Salesiano São Gonçalo, Santa Casa de Misericórdia de Cuiabá, Sociedade Particular Amor à Arte, Sociedade Terpsíchore Cuiabana, dentre outras. As séries documentais mais recorrentes são relativas às atas das sessões, livros caixa e correspondência ativa e passiva. O arranjo e catalogação respeitou primacialmente a Instituição, seguida das séries ordenadas cronologicamente.

apresentacao12Dois documentos pertencentes à Coleção das Instituições Diversas.

 

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Um dos maiores símbolos mato-grossenses do conhecimento histórico e intelectual.

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Isác Póvoas

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Isác Póvoas

Nasceu em Cuiabá-MT, no dia 4 de janeiro de 1886, descendendo de Pedro Fernandes Póvoas e Galdina Virgínia Póvoas.

Seus primeiros estudos foram cursados em Cuiabá, bacharelando-se em Ciências e Letras pelo Liceu Salesiano São Gonçalo.

Na vida profissional, iniciou carreira como professor interino e depois catedrático de Literatura e Lógica do Liceu Cuiabano, estabelecimento que chegou a dirigir entre os anos de 1916 a 1920, exercendo o mesmo cargo no ano de 1925. Lecionou também na Escola Normal.

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